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Artes Visuais: Waldemar Cordeiro

  • 3 de mar. de 2017
  • 2 min de leitura

CORDEIRO, Waldemar. Contra o Naturalismo Fisiológico, 1965 ; FONTE: Itaú Cultural

Sua linguagem real da pintura que se exprime em linhas e cores, que são linhas e cores e não desejam impor um padrão para seu entendimento, permitindo que sua decodificação fique a critério do leitor. Podemos então, com audácia, presumir que Waldemar atrás dessa obra expressou uma sociedade que em meio a tantos grupos e opiniões acabam inclusas em um mesmo círculo onde dividem e defendem seus posicionamentos e agrupam-se segundo suas concepções ou ainda há aqueles que prefiram permanecer segregados mediante sua vontade ou pela sociedade que impõe um comportamento padrão.


Segundo estudiosos, Waldemar “foi um artista cuja visão de mundo utópica e revolucionária introduziu no ambiente asséptico e cartesiano das artes concreta e eletrônica a veia crítica e o caráter participante. Dessa forma ampliou o alcance das artes e lhes deu um novo significado”. Dessa forma, como Diana de Almeida escreveu em seu artigo publicado na Revista Brasileira de História da Arte que os conteúdos representativos das imagens são autossuficientes: em seus símbolos e composições já estão contidas muitas informações, de modo que a imagem constitui um campo de saber por si só, permitindo uma leitura completa, independente do ponto de vista do leitor. A imagem não é o campo de um saber fechado.


"É um campo turbilhonante e centrífugo. Talvez nem sequer seja um ‘campo de saber’ como outros. É um movimento que requer todas as dimensões antropológicas do ser e do tempo." (DIDI-HUBERMAN, 2013, p. 21).


É comum em museus, galerias e exposições espectadores interessados em interpretações prontas das obras que irão encontrar. Mas a arte tem essa façanha de ser relida em cada olhar, permitindo interpretações que perpassam gerações e leituras que atingem a época em que foi lida. Por isso, convido você a ler mais a arte que vem de longas datas, mas certamente se encaixará em suas concepções.


FONTE: ALMEIDA, Diana Silveira de. A interpretação de imagem na História da Arte: questões de método. Revista Brasileira de Historia da Arte, Porto Alegre, p.80-91, 1 abr. 2015.

DIDI-HUBERMAN, Georges. O que vemos, o que nos olha. Prefácio de Stéphane Huchet; tradução de Paulo Neves. São Paulo: 34, 1998.

Waldemar Cordeiro: Fantasia Exata, Itaú Cultural. Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/programe-se/agenda/evento/waldemar-cordeiro-fantasia-exata/>

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