Artes Visuais: 1ª Bienal de São Paulo
- 3 de mar. de 2017
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Antes de tudo, a Bienal de São Paulo veio para os horizontes da arte brasileira.
A primeira edição da Bienal foi feita nos moldes da Bienal de Veneza e seu objetivo foi romper o círculo fechado em que se desenrolavam as atividades artísticas no Brasil, tirando-as de um isolamento provinciano. Ela proporcionou um encontro internacional, ao facultar aos artistas e ao público brasileiro o contato direto com o que se fazia de mais ‘novo’ e de mais audacioso no mundo. Realizada pelo Museu de Arte Moderna (MAM-SP) em um pavilhão provisório localizado na Esplanada do Trianon, na região da Avenida Paulista de 20 de outubro a 23 de dezembro de 1951, fizeram parte 729 artistas, 1854 obras e 25 países.
Um esforço conjunto tentava ligar a América Latina ao circuito internacional de arte e a bienal funcionou como um mecanismo de divulgação e consolidação da arte moderna e do campo artístico internacional (Bueno, 1999:151).


O momento era pontuado por importantes transformações em toda a América Latina. O final da Segunda Guerra anunciava novos horizontes econômicos, políticos, intelectuais e artísticos. Um novo ordenamento mundial e novas relações políticas articulavam-se a uma nova postura das classes dirigentes, assim como de intelectuais e artistas. Ortiz, 1991:43-49) A precariedade da indústria cultural brasileira deu lugar ao processo de modernização dos meios de comunicação de massa, que passaram a desempenhar um papel fundamental na busca de integração nacional. A consolidação de uma sociedade urbano-industrial fez-se acompanhar de um amadurecimento e uma ampliação de um mercado de bens simbólicos.
FONTE: ORTIZ, R. A moderna tradição brasileira: cultura brasileira e indústria cultural. São Paulo, Brasiliense, 1991.
BUENO, M.L. Artes plásticas no século XX: modernidade e globalização. Campinas, Unicamp, 1999.
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