Música: Biquini de Bolinha (Celly Campelo)
- 3 de mar. de 2017
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Biquini de Bolinha Amarelinha Celly Campello Ana Maria entrou na cabine E foi vestir um biquíni legal Mas era tão pequenino o biquíni Que Ana Maria até sentiu-se mal Ai, ai, ai, mas ficou sensacional
Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequinininho Mal cabia na Ana Maria Biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho Que na palma da mão se escondia
Ana Maria toda envergonhada Não quis sair da cabine assim Ficou com medo que a rapaziada Olhasse tudo tim tim por tim tim Ai, ai, ai, a garota tá pra mim
Era um biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho Mal cabia na Ana Maria Biquíni de bolinha amarelinha tão pequenininho Que na palma da mão se escondia
Ana Maria olhou-se no espelho E viu-se quase despida afinal Ficou com o rosto todinho vermelho E escondeu o maiô no dedal Acabou toda folia Da mocinha da cabine Mas quem é que não queria Ver a moça no biquíni?
Nos anos 50 surge o biquíni “ fio dental” o que trouxe muita polêmica nas praias pois revolucionou o visual das mulheres e os olhares. Então Jânio Quadros, em 60, resolveu proibir o uso do tão pequenininho fio dental, mas não vigorou por muito tempo e logo surgiram manifestações populares que iam de encontro a tal acontecimento. Surge nesse meio tempo, uma releitura de uma música americana que no Brasil levou o nome de “ Biquíni de Bolinha Amarelinha” cantado com sucesso por Celly Campelo.
A música tem a cara do Brasil: calor, praia e ousadia, A música chegou ao Brasil um ano depois, em 1961, na versão original, em inglês, com o cantor Ronnie Cord. A versão para o português só seria escrita em 1964. Trazia indagações comportamentais: as mulheres não estavam acostumadas, devido a imposição social, a usarem biquínis pequenos, nessa intenção a protagonista da música não acha “legal” o biquíni mas quando veste fica “sensacional”. Podia até não caber na Ana Maria, devido os padrões da sociedade, mas ela ficou muito satisfeita com o resultado no corpo e para aquela época onde eram impostos costumes e hábitos isso significou certamente uma liberdade.
FONTE:
Celly Campello: A Rainha dos Anos Dourados, de Thiago Menezes, João Scorecci Editora, 1996
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