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Artes Visuais: Rubens Gerchman

  • 3 de mar. de 2017
  • 2 min de leitura

Rubens Gerchman em seu ateliê em São Paulo, 2007; FONTE: Instituto Rubens Gerchman

Rubens Herschmann foi um pintor, desenhista, gravador, escultor que desenvolveu obras focadas no nacional-urbano, trabalhando com temas como política, futebol e televisão. Artista plástico, psicodelista sua arte sofreu influência do concretismo e neoconcretismo.Em suas primeiras telas, Rubens Gerchman pintou cenas urbanas bucólicas. Contaminado pelo universo da cultura de massa, fez quadros retratando as multidões e o mundo impresso nas páginas dos meios de comunicação. Em 1962, saiu da Escola Nacional de Belas Artes (Enba).


Dois anos depois, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Vila Rica, no Rio de Janeiro. Mostrou guaches e painéis, predominantemente em preto-e-branco. Nos trabalhos, as multidões aparecem de forma pouco detalhada, reafirmando o anonimato dos indivíduos, tendo Jean Dubuffet (1901-1985) como referência. Sua temática sai da vida popular da metrópole: pinta concursos de miss, jogo de futebol e narrativas de telenovelas e histórias em quadrinhos. Como docente ministra cursos no Brasil e no exterior. Em 2000, lança álbum com 32 litografias, primeiro volume da coleção Cahier d'Artiste, da Lithos Edições de Arte.


Em 1965 fez parte do Opinião 65 no MAM do Rio de Janeiro – participação essa, que lhe permitiu ser um dos mais importantes representantes da vanguarda carioca. Dois anos mais tarde, recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna e em 1968, partiu para Nova York onde aproveitou para refletir e aprimorar suas idéias artísticas. Após cinco anos na cidade novaiorquina voltou para a capital paulistana. De volta ao Brasil passou a utilizar grandes suportes, o que aparentemente, fez com que percebamos uma nova libertação, com pinceladas e cores violentas e expressivas.


Até o final da década de 70, seu olhar artístico era focado na vida urbana cotidiana e na solidão humana em seu meio urbano. Depois teve sua fase negra, com imagens sociais fortes. Após uma fase carregada de intensidade, ele perdeu (nos anos 80) sua agressividade e suas mais novas conquistas foram temas com razões críticas sociais. Em seguida, Gerchman se interiorizou buscando e alcançando inspirações de seu íntimo.


Empenhado em manter uma comunicação cada vez maior com suas obras, Gerchman foi um artista que viu na palavra escrita o recurso para expressar melhor sua mensagem estética. Valeu-se de frases que completavam o significado das representações e quando a imagem não conseguia mais transmitir suas ideias, ele usava unicamente as palavras em criações monumentais destinadas à apreensão fácil e imediata por parte do público. Contemplado com o prêmio adquirido no 16º Salão de Arte Moderna, em 1966, ganhou uma viajem ao exterior onde resolveu residir em Nova Iorque entre 1968 a 1972. Em 1978, viajou para os Estados Unidos com bolsa da Fundação John Simon Guggenheim.


Rubens Gerchman e a obra "O altar". FONTE: Instituto Rubens Gerchman


Influenciado pela Pop Art, Arte concreta e neoconcreta, tornou-se um dos principais representantes da Vanguarda carioca. Morreu aos 66 anos, em 2008, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, vítima de um tipo raro de câncer.



FONTE: RUBENS Gerchman. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa2104/rubens-gerchman>. Acesso em: 03 de Mar. 2017.

Verbete da Enciclopédia.ISBN: 978-85-7979-060-7

Biografia de Rubens Gerchman. Disponível em: <http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=165&in=1>

Rubens Gerchman. Disponível em: <https://taislc.blogspot.com.br/2012/07/rubens-gerchman.html>

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